16 de abril de 2019

Deu pra ti princesinha


Quando eu era menina, a minha princesa preferida era a ... Mortícia Addams.
Ah, tinha também a Elvira, as bruxas de Abracadabra e também a Xuxa, que ainda tem a fama de disseminar mensagens obscuras nos seus discos, quando girados ao contrário.

Seria eu uma esquisita? Claro que não!
Sou de uma geração de princesas meigas, delicadas e frágeis. A única que curtia um pouco era a Bela, afinal é ela quem resgata a Fera através do seu amor e não ao contrário. Mas as outras... pareciam que faltava um pouco de poder, de ímpeto, de graça.

Sorte dessa nova geração com ícones como a Hermione, Valente, a Elsa, a Mulher Maravilha, a Capitã Marvel. Personagens sem a necessidade absoluta de um príncipe, um resgate em um cavalo branco, essas coisas...
Obviamente não sou contra o romantismo das histórias, afinal sou movida pelo amor, e minha querida Mortícia vive um grande, intenso e eterno caso de romance com o charmoso Gomes. Mas acho cansativo esses padrões criados e acreditados durante tanto tempo, que nós mulheres, seremos resgatadas de uma torre e seremos salvas com um selinho mixuruca.

Prefiro as bruxas! 
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