Um dia eu quis ser arqueóloga, igual ao Indiana Jones. Meu sonho era descobrir múmias no Egito, em aventuras cheias de mistério e magia. Também quis ser arquiteta durante umas 3 semanas, pois achava legal desenhar prédios grandes, como hotéis (porém nunca tinha entrado em um). Pensei em ser professora, e ficava horas ensaiando isso com meus bichos de pelúcia, que eram xingados para ficarem em silêncio (coitadinhos). Queria ser a Xuxa, mas meu cabelo sempre foi escuro. Muitas vezes acreditei que deveria ter sido atriz ou bailarina, deveria ter sido artista. Desisti de ser arqueóloga quando meu pai disse que não iria nas expedições comigo, para me defender das cobras. Já viram quantas cobras tem no filme do Indiana Jones?
Aos 12 anos defini que seria publicitária, mesmo não sabendo tão bem o que isso fazia... mas sabia que faria propaganda, e nelas tem atores, desenhos, música, e até a Xuxa. Ou seja, desde cedo eu sabia o que seria ser quando crescer. E agora, em meus 31 anos, se alguém perguntar o que quero ser quando eu crescer, eu tenho uma outra resposta... Quando eu crescer, quero ser escritora.
Eu não me julgo escritora. Eu estou sendo escritora. E isto me faz um bem incrível. Mas eu preciso crescer...
Amo as palavras, mas amo mais as histórias. Elas sempre embalaram meus dias, assistindo Sessão da Tarde, ou nas páginas de livros. Ahhh, os livros!
Não lembro bem a idade, mas quando era pequenucha, peguei na biblioteca da escola um livro intitulado “A mão decepada” e naquelas páginas se contava o mistério de um roubo em um museu, incluindo um assassinato. A partir dali percebi o quanto eu amava suspense, reforçando o amor que eu tinha pelo filme o Enigma da Pirâmide com o Sherlock Holmes (dica de filme para quem curte os anos 80). Depois de adulta, fui visitar uma amiga e vi o tal livro da biblioteca na casa dela. Pedi o item afanado da nossa antiga escola e tenho ele como uma relíquia junto aos meus (desculpa Instituto Estadual Mathilde Zatar, mas não vou devolver). Afinal a gente se apega, não só aos objetos, mas o que eles contam para nós.
Nunca entendi direito a diferença entre histórias e estórias, mas elas me fazem bem e escrever foi se tornando uma terapia, uma forma de conseguir expressar aquilo que guardava atrás de sorrisos ensaiados. Porém foi tomando uma proporção maior e ao longo do tempo fui notando o quanto algumas palavras podem estimular outras pessoas a se expressarem, sorrirem, se empoderarem. E se tem uma coisa que quero fazer neste mundo é espalhar amor. Afinal, sou amor!
Este texto é um agradecimento a todos que acompanham o que venho pensando e escrevendo, pois todos estão fazendo um bem imensurável a mim e se eu estou de alguma forma despertando alguma coisinha boa em seu coraçãozinho, meu objetivo nesta existência está sendo atingido.
Nesta semana é comemorado o dia do escritor, então não teria momento melhor do que este, para falar do poder da palavra. Você já notou o quanto as palavras tem poder? O quanto aquilo que você diz ou escreve pode mudar rumos de vida ou transformar um momento em desastre ou comédia?
Falamos coisas sem pensar. E muitas vezes essas palavras machucam como adagas afiadas. Rasgam a pele e os sentimentos e mesmo que depois de um tempo, o doloroso machucado cure, a cicatriz sempre existirá para lembrar. Todos nós temos que ter um pouco mais de calma ao falar, deixar que a mensagem passe do cérebro para o coração, para então tomar conta da nossa língua. Na verdade a gente precisa aprender a dizer mais o que for positivo e construtivo, e sim, é um exercício que toda pessoa neste mundo precisa fazer.
Mas voltado a falar do que o que desejamos ser quando crescêssemos. Qual era o seu sonho de infância? Basicamente, pensando nas minhas brincadeiras infantis, eu sempre tentei achar formas de me expressar artisticamente e minha sensibilidade sempre foi muito presente, mas obviamente que não compreendia essas coisas. Talvez para algumas coisas seja tarde demais, afinal, ainda querer ser bailarina não me parece uma boa ideia, visto que o meu corpicho não tem mais a flexibilidade de uma lagartixa. Agora posso ser loira e tentar ser a Xuxa, mas também não faz mais sentido para mim. Porém vislumbrar coisas novas não tem problema nenhum! Acho que não tem mal nenhum, durante uma hora do meu dia eu querer ser escritora, e depois voltar a ser publicitária, onde também escrevo, ou ser professora, onde também conto histórias.
Lembrando, que este é um texto de agradecimento, vocês estão me fazendo crescer, florescer, me descobrir e me fortalecer. Fazendo eu acreditar mais em mim, em vocês, no mundo. Me permitindo experimentar formas tão doces de carinho. Se minhas palavras fizerem algum tipo de bem para pelo menos uma pessoa, o meu dia passa a fazer sentido e minha existência passa a ter valor.
Muitos de nós, sonhamos em fazer a diferença no mundo. Ou desejamos, quietinhos na companhia do nosso travesseiro, sermos indivíduos de extremo sucesso. Dinheiro, fama, poder, seja para se auto realizar ou para acreditar que aí então poderíamos fazer algo pelo mundo. Mas percebo, reforçada por essa onda positiva dos textos que venho publicando, que na verdade a diferença é feita através de farelos de bondade.
Um dia, uma amiga um tanto embriagada, disse que eu deveria ser presidente do Brasil. Não lembro o porquê chegamos nesse assunto. Como o meu estado alcoólico ainda não estava tão alto, aquilo se transformou numa memória engraçada. Eu não tenho capacidade de ser Presidente, e por isso não tenho a possibilidade de ajudar rios de pessoas. Mas talvez eu tenha a chance de fazer bem para uma meia dúzia, e isso já é fazer a diferença.
Então, o que quero dizer com tudo isso, é que podemos fazer o melhor, pensando no pequeno, no pouco e no possível.
Eu tenho facilidade de escrever, então para mim passou a ser uma ferramenta de propagação de sentimentos bons. Mas o que você sabe fazer que poderia oferecer ao mundo? Talvez um bolo? Talvez ser ouvinte? Talvez dar banho no cachorrinho da rua? Fazer as unhas das vovós do asilo? Ou talvez só dizer bom dia com um sorriso no rosto para a atendente da padaria.
Se um dia eu sonhei ser a Xuxa, hoje eu sonho em materializar ideias em um livro. Não digo escrever, pois sim, já estou escrevendo. Mas chegará o dia que poderei ver minhas palavrinhas humildes papel e tinta. Um pouco para estimular a minha vaidade, mas muito mais para deixar um pedacinho de coisa boa para uma pessoa. E essa pessoa para outras duas. E assim vai... E quem sabe, vai fazer tanto sentido para alguém, que o tal livro será “roubado” da biblioteca da escola e guardado como se fosse um troféu.
Meus caros. Essa foto é uma das que mais amei de todo o meu ensaio. Me senti poderosa na representação daquilo que mais sei e gosto de fazer... Não estou diva neste momento... estou bem escabelada, com roupa de academia e com meu cachorro como companhia, mas fique com essa imagem lindona aí no teu imaginário, hehehe. E se você pensa “como gostaria de escrever assim”, troque o pensamento para “o que sei fazer bem?” e use isso ao teu favor e a favor do mundão! E se isso também for aquilo que “deseja fazer quando crescer”, vem crescer junto comigo para fazer isso acontecer. Busque novos sonhos para oxigenar a sua vida.
Muito obrigada por me ajudarem a crescer!

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